Por Lucas Bueno
Enfim a seleção brasileira estreou na Copa do Mundo. Venceu a Coréia do Norte por 2 a 1, mas convenceu? A resposta do torcedor é óbvia, claro que não! Deveríamos golear essa seleção fraca! Essa é a ótica do torcedor. Por isso, vamos analisar o jogo sob outra visão, a imparcialidade.
Quando vai se aproximando o jogo do Brasil, a dificuldade cresce constantemente ao se tentar separar a razão da emoção. O Brasil adentra o gramado em Joannesburgo, o coração começa a bater mais rápido, a euforia toma conta do ambiente e sempre surgem, depois do hino nacional, comentários assim: Vamo lá Brasil! Hoje estou sentindo, 4 a 0 Brasil! ou Ahhh... o Kaká vai arrebentar com o jogo, você reparou na maneira que ele entrou em campo?!! Esse sentimento patriótico, nos tempos de Copa, aflora nossos corpos e todos, sem excessão, torcem e como torcem para o Brasil.
Ao final do jogo, o Brasil vence, mas é discreto. Reparamos em alguns rostos a preocupação, outros a decepção e a ansiedade por melhoras.
Agora, vamos transitar para o lado oposto, o da razão. A seleção de Dunga é pragmática, não possue alternativas que possam realmente mudar um jogo no decorrer da partida. Temos bons jogadores, mas falta algo. Ganso, Hernanes, Neymar, talvez. Mas já é tarde, temos que nos contentar com esses 23 que estão na África. A salvação está depositada em Júlio César, Robinho, Kaká e Luís Fabiano. Esses dois últimos voltaram de contusão agora e diante dos coreanos estavam fora do tempo de jogo. Dificilmente o nosso camisa 10 e o artilheiro estarão 100% na fase de classificação. (Espero que eu esteja errado.)
A cada jogo canarinho a dureza é maior. Nessa estreia o adversário possuia um único bom jogador, o carismático Jong Tae-Se, o Rooney asiático. Já nesta segunda partida, contra os marfinenses, o atacante é o original e atende pelo nome de Didier Drogba. Não nos assustemos se o Brasil vencer a Costa do Marfim por uma diferença de gols mínima, porque a prioridade deles é marcar, um empate é lucro. Como é duro torcer para essa seleção do Dunga!
Porém, quando avistarmos Kaká, Lúcio, Juan, Maicon, Elano e mesmo os sempre criticados Felipe Melo, Gilberto Silva no túnel de acesso ao gramado, a emoção e o orgulho em ser brasileiro nos contagiará e a racionalidade será esquecida por no mínimo 90 minutos. Isso é o futebol.


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