quinta-feira, 27 de maio de 2010

Estação ciência

Eduardo Ribeiro e Rafael Regis, colaborador deste blog, fizeram um vídeo no Espaço Ciência. Esse é o terceiro vídeo deles para a disciplina de VideoJornalismo na PUC-SP.

A "Nova" Laranja Mecânica

Por Lucas Bueno

O técnico da seleção holandesa, Bert van Marwijk, divulgou em definitivo os 23 jogadores que defenderão o país na Copa do Mundo de 2010.

A África do Sul, realmente, está logo ali. As discussões sobre o Mundial estão pautando, com mais frequência, as discussões dos aficcionados por futebol. Além do patriotismo vigente, Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha são apontadas como possíveis destaques na Copa. Mas uma seleção que vem despertando uma atenção maior é a Holanda. 


A Laranja Mecânica não faz uma boa campanha no maior torneio do mundo desde 1998, onde foi eliminada pelo Brasil nos pênaltis. Em 2002 não participou da Copa e em 2006, na Alemanha, foi eliminada nas oitavas-de-final para Portugal.

Na África, os holandeses têm grandes chances de surpreenderem. Van Persie, Kuyt, Van der Vaart, Robben e Sneijder são diferenciais que poucas seleções possuem. Esses dois últimos foram a esperança de Bayern de Munique e Inter de Milão, respectivamente, para a conquista do título europeu de clubes. Além da equipe alemão ter como capitão o também holandês van Bommel.

A Holanda foi a primeira seleção europeu a classificar-se para a Copa. Venceu todos os seus confrontos das eliminatórias e está a 17 jogos invicta. A última vítima foram os mexicanos, ontem, em um amistoso, 2 a 1, com os tentos marcados por Van Persie, destaque do time inglês do Arsenal.

A maior preocupação dessa seleção é o setor defensivo. Van der Saar, o eficiente goleiro do Manchester United não joga mais pela seleção. Seu substituto é Stekelenburg, do Ajax. Na lateral-direita, Boulahrouz, aquele mesmo que deu ma entrada criminosa em Cristiano Ronaldo na Alemanha-06, ou Van der Wiel. Na zaga, Heitinga e  Mathijsen não dão confiança aos holandeses. Já na ala esquerda, o experiente van Bronckhorst pode ser uma opção.


O treinador van Marwijk, pode armar sua seleção no 4-3-3 ou 4-5-1, como quiserem, muito ofensivo, com apenas um volante no meio, de Jong ou Van Bommel e dois meias de ligação, Sneijder e van der Vaart. Os três da frente são Kuyt, Robben e van Persie. Esse esquema dará certo se os meias ajudarem na marcação e pelo menos um atacante voltar para recompor a defesa, no caso Kuyt, que desempenha essa função com eficiência.

Ou poderá atuar em um 4-2-3-1, mais protegido no meio de campo, porém não deixando de ser ofensivo. Aí de Jong e van Bommel jogariam juntos, tendo que sair Sneijder ou Van der Vaart da equipe. Além de possuirem alternativas no banco de suplentes, dentre eles: Babel, Huntelaar e Afellay.

Prefiro o primeiro esquema, mais ofensivo. A Copa do Mundo é para mostrar o melhor futebol, a arte, os dribles. Isso Dunga ainda não aprendeu ou fingiu que não ouviu. Contentaremo-nos com os espanhóis, argentinos e holandeses para proporcionarem um bom futebol.


Mais um título a Holanda já garantiu, o de torcedoras mais bonitas das Copas! Epa meu amor...


A lista definitiva dos 23 jogadores holandeses que vão à África do Sul.

Goleiros: Sander Boschker (Twente/HOL), Maarten Stekelenburg (Ajax/HOL) e Michel Vorm (Utrecht/HOL)

Defensores: Khalid Boulahrouz (Stuttgart/ALE), Edson Braafheid (Celtic/ESC), John Heitinga (Everton/ING), Joris Mathijsen (Hamburg/ALE), Andre Ooijer (PSV Eindhoven/HOL), Giovanni van Bronckhorst (Feyenoord/HOL) e Gregory van der Wiel (Ajax/HOL)

Meias: Ibrahim Afellay (PSV Eindhoven/HOL), Nigel de Jong (Manchester City/ING), Demy de Zeeuw (Ajax/HOL), Stijn Schaars (AZ Alkmaar/HOL), Wesley Sneijder (Inter de Milão/ITA), Mark van Bommel (Bayern de Munique/ALE) e Rafael van der Vaart (Real Madrid/ESP);

Atacantes: Ryan Babel (Liverpool/ING), Eljero Elia (Hamburg/ALE), Klaas Jan Huntelaar (Milan/ITA), Dirk Kuyt (Liverpool/ING), Arjen Robben (Bayern de Munique/ALE) e Robin van Persie (Arsenal/ING).

sábado, 22 de maio de 2010

O futebol ficou devendo

Por Lucas Bueno

O cenário criado para esta final da UEFA Champions League foi exuberante. A atmosfera em Madri ia crescendo constantemente no decorrer desta última semana.  A cidade recebia novas cores, azul e preto pelo lado dos italianos e vermelho e branco pelos alemães. Tudo estava organizado para a grande final entre Inter de Milão e Bayern de Munique.

Michel Platini, presidente da UEFA, alterou neste ano a final da Champions League para o sábado, antes na quarta-feira, com o intuito de trazer mais famílias para o estádio, além de promover melhor o evento. Tudo foi feito conforme o combinado. José Mourinho, treinador da equipe de Milão e Van Gaal, comandante dos bávaros trataram de promover ainda mais a final. O primeiro, português, defende o futebol eficiente que traz resultados, já o outro, holandês, acredita no futebol bonito e de vitórias.


O palco, o Santiago Bernabéu, estava perfeito. O alemão e o italiano se confundiam no estádio, assim que as torcidas iniciavam o "duelo cantado", apoiando suas equipes em busca da taça. A abertura da final teve bailarinas que resgataram a tradição espanhola através da dança, essa minusciosamente coreografada, refletindo a preocupação com a organização do evento. Segurança reforçada, gramado perfeito.

Inter e Bayern entraram em campo para confrontaram em busca do "pote de ouro". O hino da Champions é tocado transformando o ambiente antes eufórico, em clássico, épico. A letra da música diz: "Os grandes e os melhores! Um grande, um soberbo encontro, o principal evento: estes são os homens, eles são os melhores, estes são os campeões!".


Realmente, Inter e Bayern são os campeões, ambos venceram a Copa e o campeonato nacional de seus respectivos países. Em Madri eles buscavam o tríplete, terceiro título em uma mesma temporada, feito conquistado apenas por cinco equipes até então:  o Celtic, em 1967, o Ajax, em 1972, o PSV, em 1988, o Manchester United, em 1999, e o Barcelona, em 2009.

Toda a ansiedade, o clamour e a nostalgia se apequenaram diante de uma final "sem graça". Faltaram craques que com a bola nos pés encantassem os admiradores do futebol. A esperança estava depositada em Sneijder e Robben, ambos holandeses. O jogo decisivo sentiu falta de Ribéry. A obediência tática prevaleceu na final dessa Champions League. A Inter de Milão soube se defender e sair para os contra-ataques, com Milito, Eto´o e Sneijder. Mourinho armou a equipe, sem dar espaços ao Bayern. Pandev pelo lado esquerdo marcava as investidas do lateral alemão Lahm. Já Cambiasso caía pela esquerda para auxiliar o romeno Chivu na marcação de Robben.

A posse de bola do Bayern foi maior o jogo todo, mas sem criatividade, não levou nenhum perigo a meta de Júlio Cesar, exceto quando Müller recebeu livre dentro da área obrigando goleiro brasileiro a fazer bela defesa com o pé, evitando o empate naquele momento do Bayern. Empate porque Milito abriu o placar para a Inter, após boa assistência de Sneijder, aos 35 minutos da etapa inicial.


O segundo tempo demonstrou que o futebol praticado nessa final foi fraco. Van Gaal não tinha muitas alternativas no banco capazes de reverter o resultado. E isso ficou mais difícil aos 25 minutos da etapa complementar. O jogo se decidiu à proposta de Mourinho, com o contra-ataque, esse realizado por completo pelos "hermanos". Começou com Samuel interceptando um chute do croata Olic e foi finalizado com rara categoria por Milito, que antes havia dado uma bela finta em van Buyten. 2 a 0 Inter.  

Em Madri, a responsabilidade defensiva prevaleceu. Sentimos falta dos dribles, da irresponsabilidade, da "molecagem", da arte. Melhor para os italianos, que depois de 45 anos voltaram a conquistar o título europeu de clubes, sendo tri-campeões ( 1964, 1965 e 2010).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mobilização pelo bicicletário PUC-SP

Esse é o terceiro vídeo feito por Lucas Bueno, Rafaela Musto e Stefano Wrobleski, alunos da PUC-SP.

Manifestação na Universidade - Bicicletário.

sábado, 15 de maio de 2010

Comprometimento

Por Lucas Bueno

Passados quatro dias, o duro golpe dado por Dunga ao divulgar a lista com os convocados à Copa já pôde ser ligeiramente assimilado por alguns brasileiros.

Toda a expectativa criada para a relação dos vinte e três nomes foi acabada quando os slides nos mostraram os jogadores. Cadê Ganso? Neymar? Ronaldinho Gaúcho? Adriano? Mas para o comandante da seleção brasileira tudo tinha explicação.


Dunga, durante toda a coletiva de imprensa, fez questão de repetir diversas vezes a palavra COMPROMETIMENTO.

Começou dizendo que foi contratado para mudar o que fora feito na preparação e na Copa do Mundo em 2006. Bagunça, regalias, descomprometimento não estavam nas pautas de Dunga. No comando canarinho convocou jogadores que já estavam descartados ou que nunca tinham sido cogitados para vestir o manto verde-amarelo. Gilberto Silva, Felipe Melo, Júlio Baptista e até o glorioso Afonso Alves (Meu Deus! Quanta criatividade), foram convocados.


Dunga juntamente com seus comandados superaram diversos desafios. Jogos contra seleções fortes, como Argentina, Itália, Portugal, além da conquista da Copa América e da Copa das Confederações. Aparentemente o comandante tupiniquim estava sendo bem "digerido" pela opinião pública, depois de um início repleto de desconfiança e dúvidas.

Após três anos e meio de trabalho chegou o dia  da convocação final para a África, data essa que Dunga poderia se consagrar e reverter sua imagem de carrancudo e grosseiro, chamando os artistas que jogam "verdadeiramente" esse jogo com os pés. Hoje não!

A sua relação foi sem surpresas, burocrática, sem nenhuma graça, igual ao seu futebol nos tempos de Internacional e seleção brasileira.


Por que o Doni? Goleiro reserva da Roma. Explicação: comprometimento. Dunga disse que o goleiro rigou com a equipe italiana porque queria atuar pela seleção brasileira. A meu ver, o treinador quis subentender que Doni está no banco não por deficiência técnica. Quem pagou por essa escolha foi Victor, um excelente guarda-metas que terá de esperar pelas próximas Copas.

Por que Felipe Melo, Gilberto Silva, Josué e Kleberson? Explicação: comprometimento. Eles caminharam juntamente com Dunga em grande parte dos duelos pré-Copa. Sobrou para Hernanes, Elias e Arouca.

Por que o tão contestado Júlio Baptista? Quando necessário soube suprir a carência de Kaká e é seu reserva imediato para a vaga entre os onze titulares, essa é a explicação do comandante. Por que não ousar e convocar o maestro do Santos, Ganso, como alternativa para uma equipe pragmática como a nossa? Um toque de bola refinado, criativo e "sem responsabilidade" no melhor dos sentidos. Mas Dunga prefere o comprometimento.

Já Adriano teve todas as chances possíveis para ir à África, mas não soube aproveitá-las por causa de seu descomprometimento. Melhor para Grafite.

Dunga em sua entrevista também ressaltou que o povo brasileiro tem que ser patriótico É hora de apoiar a seleção brasileira. Vai ser difícil ver esse time atuar. Não temos jogadores "irresponsáveis" nesse time, que antes dos jogos causam ansiedade e  ao entrar em campo trazem êxtase a todos. Denilson, Kaká e Robinho, nas Copas de 98, 02 e 06, respectivamente, são bons exemplos de mundiais passados.


Cabe a nós patrióticos buscarmos o futebol arte em gramados porteños, com Messi ou lusos, com Cristiano Ronaldo.

Aparentemente, Ganso e Ronaldinho não se abalaram por ficarem de fora da lista principal, já que são um dos sete suplentes. Gaúcho atuou muito bem na vitória do Milan por três a zero contra a Juventus, fazendo dois gols. Já Ganso deu duas belas assistências e uma bola na trave com cavadinha, que Júlio Baptista concerteza faria, não é mesmo Dunga?!, no meio de semana contra o Grêmio.

Pelo jeito quem irá sentir a falta de Neymar, Ganso, Ronaldinho, Hernanes, Elias seremos nós, os patriotas de Dunga. Só nos resta saber por quanto tempo o povo brasileiro estará comprometido com a teimosia do nosso "querido" treinador...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O novo melhor jogo do ano

Por Rafael Regis

O jogo de ontem entre Grêmio e Santos, no Olímpico, foi eletrizante. Começou pegado, nenhum dos dois times conseguiam ficar muito tempo com a bola, todo lance envolvia forte contato físico e o juizão só deixando o jogo correr.

Todos no estádio sabiam que aquele seria um dos jogos mais importantes do ano para ambas as equipes, o clima era tenso. Em escanteio bem cobrado por Marquinhos, o oportunista André cabeçou quase sem ângulo para marcar e aterrorizar o imaginário dos torcedores do Grêmio. (falha do goleiro Victor)

A partir daí o Santos colocou a bola no chão e encontrou seu jogo usual. Paulo Henrique começou a chamar o jogo e mostrou porque seu nome foi tão cobrado na lista da seleção brasileira. Foi do pé direito de Ganso, o ruim se é que assim pode ser chamado, que saiu o passe que deixou André na cara do goleiro. O atacante, ao melhor estilo Romário, bateu de primeira tirando o goleiro. Um belo gol alvinegro, um silêncio mortal no Olímpico.

Depois do gol, o Santos recuou e o Grêmio, sabendo que esse resultado era eliminação certa, foi pra cima com tudo. E teria virado o jogo ainda no primeiro tempo se não fosse pela brilhante atuação do mais questionado jogador do elenco santista, o goleiro Felipe. Ele pegou tudo, tudo mesmo. Até o pênalti batido por Jonas. O Santos, em dois contra-ataques rápidos, quase líquida o jogo de vez. Em um deles, Ganso deu um genial toque por cima de Vitor e a bola só não entrou porque não quis.

A segunda etapa começou perfeita para o Santos, que continuou dominando a posse de bola e defendendo bem. Dorival Júnior, não querendo abusar da sorte, decidiu que o resultado estava ótimo e tirou Marquinhos para colocar Rodrigo Mancha. Ele só não sabia que aquele, definitivamente, não era o dia de Mancha que entregou duas vezes na saída de bola. Dois gols de Borges e a volta da esperança da torcida tricolor.

Rodrigo Mancha estava tão abalado que teve de ser sacado. O volante ficou menos de dez minutos em campo e, ao sair, em um gesto de desespero e desabafo, esmurrou o banco antes de cair em lágrimas. Os torcedores do Santos foram à loucura. Mas, como se diz por aí, sempre pode ficar pior...

Aos 22 minutos, Jonas soltou uma bomba de fora d´área e acertou o ângulo. O Olímpico foi abaixo com a avalanche gremista. O Santos não conseguia mais acertar o passe. Wesley, André, Paulo Henrique e principalmente Robinho estavam sumidos na segunda etapa. Era questão de tempo até que o Grêmio fizesse mais um. O que acabou acontecendo aos 31: Jonas achou Borges em posição duvidosa(não estava impedido), e o ex-são-paulino fez o terceiro dele no jogo.

O Grêmio ainda queria mais um para ir à Vila garantido, mas a garotada santista resolveu voltar a jogar. Ganso acertou um lançamento espetacular para Robinho que matou no peito e fuzilou. Golaço que freou a empolgação gremista.

Este têm sido Robinho em sua nova passagem pelo Peixe. Poucas atuações incríveis, sem show. Muitas vezes escondido, mas sempre decisivo.

Fim de jogo, Grêmio 4 x 3 Santos. Muita alegria por parte dos tricolores para um resultado não tão bom. É claro que se tratou de uma virada épica pra cima de um dos melhores times da atualidade. Mas sofrer 3 gols dentro de casa em uma competição que privilegia os gols-fora, faz com que qualquer vitória simples(possível) do Santos na Vila Belmiro tire o Grêmio da final da Copa do Brasil.

Engraçado é ouvir de diversos jornalistas esportivos: "este foi, até agora, o melhor jogo da temporada". Nos últimos meses, após quase todo jogo do Santos esta frase se repete.

*Gostaria de destacar a brilhante atuação do trio de arbitragem da partida no Olímpico. Nós sempre exaltamos as péssimas atuações dos "amarelinhos" nos campos nacionais, seria injusto não elogiar quando fazem um ótimo trabalho. Parabéns ao árbitro Sandro Meira Ricci e seus auxiliares Roberto Braatz e Enio Ferreira de Carvalho.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Eu vou à África!

Por Lucas Bueno e Rafael Regis


O "Tapa Fácil" é o primeiro blog a publicar os convocados de Dunga para a Copa 2010. Os atletas que buscarão o hexa na África do Sul são:

Júlio César - goleiro - Inter de Milão (ITA)                             
Gomes - goleiro - Tottenham (ING)
Doni - goleiro - Roma (ITA)
Maicon - lateral-direito - Inter de Milão (ITA)
Daniel Alves - lateral-direito - Barcelona (ESP)
Juan - zagueiro - Roma (ITA)
Lúcio - zagueiro - Inter de Milão (ITA)
Luizão - zagueiro - Benfica (POR)
Thiago Silva - zagueiro - Milan (ITA)
Gilberto - lateral-esquerdo - Cruzeiro (BRA)
Michel Bastos - lateral-esquerdo - Lyon (FRA)
Gilberto Silva - meio-campo - Panathinaikos (GRE)
Felipe Melo - meio-campo - Juventus (ITA)
Josué - meio-campo - Wolfsburg (ALE)
Elano - meio-campo - Galatasaray (TUR)
Ramires - meio-campo - Benfica (POR)
Kleberson - meio-campo - Flamengo (BRA)
Kaká - meio-campo - Real Madrid (ESP)
Julio Baptista - meio-campo - Roma (ITA)
Luís Fabiano - atacante - Sevilla (ESP)
Robinho - atacante - Santos (BRA)
Nilmar - atacante - Villareal (ESP)
Grafite - atacante - Wolfsburg (ALE)